{"id":41,"date":"2015-03-19T00:42:10","date_gmt":"2015-03-19T00:42:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.edgar.pro.br\/blog\/?p=41"},"modified":"2015-03-18T22:13:58","modified_gmt":"2015-03-19T01:13:58","slug":"comecar-de-novo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.edgar.pro.br\/blog\/2015\/03\/19\/comecar-de-novo\/","title":{"rendered":"Come\u00e7ar de novo&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o, n\u00e3o se trata da m\u00fasica do Ivan Lins&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 muito eu comecei um blog, numa \u00e9poca em que as redes sociais ainda n\u00e3o abundavam. Escrevi muita coisa nele, l\u00e1 h\u00e1 uma boa parte da minha hist\u00f3ria na forma de palavras. Mas o tempo passou e eu fui abandonando-o. Pobre blog, ficou no ostracismo, embora vez ou outra algum maluco, navegante nas ondas digitais desta imensid\u00e3o chamada World Wide Web, o encontre. <a href=\"http:\/\/edmort.wordpress.com\" title=\"Philosophias Quotidianas\" target=\"_blank\">Philosophias Quotidianas<\/a> ficou para tr\u00e1s. Nada do que ali foi escrito prescreve, ainda s\u00e3o minhas palavras, embora muita \u00e1gua tenha rolado nesse rio heraclitiano chamado vida. Panta Rhei! Come\u00e7ar de novo&#8230;<\/p>\n<p>Um novo blog, uma nova tentativa de palavrear com a tela do computador, esse meu velho amigo. Computadores est\u00e3o na minha vida desde 1988, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria. J\u00e1 fui mais \u00edntimo dos bits &#038; bytes, j\u00e1 ensinei muito sobre eles, mas j\u00e1 tem um tempo em que eu tomei outros rumos, fui respirar outros ares, mas os computadores continuam meus amigos. \u00c9 olhando para um deles que eu escrevo. Mas n\u00e3o escrevo para eles, os computadores. Escrevo para outras pessoas que, assim como eu, v\u00eaem parte do mundo pela tela das suas traquitanas tecnol\u00f3gicas. Hoje o computador est\u00e1 camuflado em celulares, tablets, notebooks, TVs e at\u00e9 rel\u00f3gios&#8230; muitas telas, m\u00faltiplas telas. Escrevo para quem aqui chegar. Escrevo sobre coisas banais, sobre problemas cabais, escrevo sobre teorias infernais, teses abissais, textos canibais. Escrevo para desovar o turbilh\u00e3o de ideias. Escrevo para fazer pensar. Primeiro a mim, depois a voc\u00ea. Escrevo por escrever. Come\u00e7ar de novo&#8230;<\/p>\n<p>O outro blog perdeu espa\u00e7o para outras m\u00eddias. <em>Mea culpa, mea maxima culpa<\/em>. Perdeu porque eu me perdi nelas. Nesta postagem inaugural, ou re-inaugural, come\u00e7o a escrever de novo, a escrever na fluidez de quem deixa de lado a rapidez e permite-se dedilhar mais lentamente o teclado, deixando partes do texto para revisar, deixando para publicar s\u00f3 no outro dia, ap\u00f3s uma boa noite de sono, sexo ou ins\u00f4nia. \u00c9 certo que escrevo a partir do meu mundo, de uma \u00f3tica que s\u00f3 pode ser vista de dentro de mim, por mim e, por isso mesmo, limitada a mim. N\u00e3o pretendo te agradar, mas isso pode acontecer. N\u00e3o pretendo te ofender, embora eventualmente isso v\u00e1 acontecer. Come\u00e7ar de novo&#8230;<\/p>\n<p>Recome\u00e7os, trope\u00e7os, rastejos, lampejos, despejos&#8230; Come\u00e7o de novo. Onde vamos chegar? Quando vamos parar? N\u00e3o sabemos e nem queremos saber. Eu n\u00e3o quero. Voc\u00ea quer?<\/p>\n<p>Comecemos de novo.<br \/>\nCome\u00e7ou.<\/p>\n<p>At\u00e9,<br \/>\nEdgar. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o, n\u00e3o se trata da m\u00fasica do Ivan Lins&#8230; H\u00e1 muito eu comecei um blog, numa \u00e9poca em que as redes sociais ainda n\u00e3o abundavam. Escrevi muita coisa nele, l\u00e1 h\u00e1 uma boa parte da minha hist\u00f3ria na forma de palavras. Mas o tempo passou e eu fui abandonando-o. 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